No final do século XX, o mundo, procura encontrar respostas. Há uma confusão de teorias, falta de perspectiva e descrença no futuro. O importante no espaço-tempo para o ser humano atual é o agora, o já e o imediatamente. As emoções que são características do ser humano estão sendo substituídas pela competição acirrada e extremada, levando a uma divisão entre o rico e o pobre. Neste contexto, as informações, em um mundo em fase de globalização são muito rápidas e isso tem reflexos na sua aceitação. Com isso ninguém quer ficar à margem do progresso e do "novo".
No Brasil, a situação não é diferente, pois o país passa por muitas modificações. No que tange a área educacional, as modificações vem se processando uma atrás da outra e isso pode ser o fim destas reformas; uma vez que elas não permitem ao sistema o tempo necessário de observar as mudanças ou de agrupar todas as partes envolvidas no processo.
As principais partes que contribuem para o sucesso de reformas educacionais são: a comunidade local, incluindo pais, gestores e professores, depois autoridades públicas e por último a comunidade internacional. Muitos fracassos passado se devem ao não envolvimento de uma ou mais dessas partes. Tentativas de impôr reformas educacionais vindas de cima para baixo ou de fora, obviamente, falharam.
Os países onde o processo tem tido um sucesso relativo, são aqueles que obtiveram determinado comprometimento de comunidades locais e professores.
O primeiro passo para aumentar o acesso à educação e melhorar sua qualidade, seria: os diálogos através da mídia; discussões da comunidade educacional com a participação dos pais; treinamento dos professores no trabalho, ajudando a criar consciência , apurar o julgamento crítico e desenvolver a capacidade local. De qualquer sorte, nenhuma reforma, pode ser bem sucedida a cooperação e participação dos professores. E isto vem sendo apontado como recomendação prioritária para o sucesso das reformas, passando pelo status sócio-econômico, cultural e material dos educadores.
Conscientes da situação das escolas hoje em dia, os educadores devem estar atentos, para que não só a quantidade, mas também a qualidade de materiais didáticos como livros e as novas formas de ensino, como a informação tecnológica (TIC), necessitam ser usadas com discernimento e com uma participação ativa dos alunos.
No parágrafo anterior, surge uma nova linha de pesquisa e teorias centradas na participação ativa dos alunos, que admite ser o conhecimento edificado pela própria pessoa, e, portanto, não é transmitido nem revelado.
Dessa forma, os resultados da aprendizagem dependem não só do ensino ministrado, mas dos objetivos, motivações e conhecimentos que o aluno traz para a escola. E mais: o aprendizado envolve a construção de significados por cada um dos alunos e esta construção depende de uma atividade contínua; a responsabilidade do aprendizado é dos estudantes, ou seja, deles depende a atenção dada à toda à tarefa de construir e avaliar determinadas ideias.
O livro didático vem gerando polêmicas em relação a sua utilização. Este, não é um artefato recém inventado que se venha intrometendo na sala de aula para oprimir professores e alunos, para enriquecer autores e editores, ao contrário, pode-se dizer talvez, que o livro didático tenha a mesma idade que a escola. E mais, o livro didático, entre outros materiais didáticos institui-se historicamente como um instrumento para aquisição desses saberes e competências, por isso nasce com a escola e vem persistindo ao longo do século, presente sempre em todas as sociedades, em todos os tempos, como documenta a história da educação.
A polêmica maior sobre a exigibilidade de qualidade dos livros didáticos e o fazem exatamente por reconhecer sua importância e necessidade. Quanto a rejeição, afirma-se apenas em alguns setores acadêmicos e em alguns poucos grupos de professores; na verdade, a quase totalidade dos professores, assim como a escola, a família e a sociedade em geral, tem manifestado sempre resistência a projetos de ensino que excluam o uso do livro didático.