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30.1.26

Escola e sua função social

 

A escola é um lugar onde podemos passar a nos compreender como parte de um mundo. A escola também é reconhecida pelos marcos legais como um espaço para a formação de um sujeito crítico, solidário e consciente de seus direitos e de seus deveres. Portanto, é um espaço que privilegia a defesa e promove a educação "em" e "para" os direitos humanos. E é nesse espaço escolar que se articulam práticas pedagógicas e convivência comunitária. Assim atuando, a escola ao assumir essa função social, contribui para a construção de uma cultura de respeito, dignidade e justiça, tornando-se um território não só de equidade, mas também inclusivo. Nas diversas ferramentas neste microcredencial, ficou claro que aprender sobre direitos humanos é que propicia aprender sobre o mundo e constrói nossa identidade, quando pessoas vão se perceber como sujeitos de direitos e irão reconhecer os outros como sujeitos de direitos. Também os estudos nesta credencial me remeteu a compreender que a educação em direitos humanos deve ser transversal e integrada ao currículo, buscando a valorização da diversidade e a participação democrática. Isso ártindo de conhecimentos adquiridos sobre diretrizes internacionais e brasileiras. Contudo, valorizei esta microcredencial também por adquirir habilidade de planejamento curricular flexível, desenvolver práticas pedagógicas participativas e consolidar experiências que vão além da punição, transformando em experiências que promovam o diálogo e a mediação do conflito. Enfim, levo na bagagem a capacidade de transformar o dia-a-dia de uma escola em um ambiente de defesa dos direitos humanos.

Currículo: a construção socioeducativa

 

O planejamento para a Educação Inclusiva deve maximizar as oportunidades de sucesso escolar do estudante, remover as barreiras pedagógicas, didáticas e metodológicas, que possam vir a impedir o aprendizado, e, também, garantir a permanência do estudante no sistema escolar. Para que isso ocorra e não tenha a possibilidade de descontinuidade, faz-se necessária a flexibilização curricular. E, isto visa diminuir a defasagem de aprendizagem, garantir a aquisição de habilidades, fortalecer a coerência das ações pedagógicas e devem ser implementadas de acordo com a territoriedade. No processo de estudo, também ficou claro que a aprendizagem é um processo singular e diverso, independente de sua condição com os saberes. E, para atingi-la deve-se entender que se faz necessária uma relação entre professores e estudantes e suas escolhas de saberes de forma interativa. Um ponto a ser refletido é no caso da reorganização para atender os processos de aprendizagem como formativos deve-se partir do princípio de que não se trata de fazer tudo igual e sim garantir a inclusão como forma de direito aos saberes. Em relação a metodologia deverá ser variada, assim como os recursos a serem aplicados, respeitando o ritmo individual em condições de equidade.

Enfim, para que os saberes e suas atividades correlatas sejam concebidas, organizadas, funcionalizadas e avaliadas faz-se necessária uma construção sócioeducativa, que é o próprio currículo.

Pluralidade dos olhares

 

Deve-se considerar a relevância dos vários e diferentes saberes que compõem a comunidade escolar, contudo sem uma ordem de priorização com os sujeitos de um conjunto. E, além disso, a sua construção deve ser coletiva e colaborativa, observando-se a territoriedade da comunidade e de todos os sujeitos envolvidos, incluindo a forma de aplicação da avaliação.

Com isso e por isso, busca-se fazer com que a pluralidade dos diversos alhares que vivencia a escola, sirva como novas formas de enxergar-se quais estratégias estão funcionando e quais devem ser evitadas, garantindo assim uma educação de qualidade.

Fato é que o planejamento de encontros dinâmicos, organizados e com pontos que discutam os assuntos de forma direta e simples, poderá trazer-se a construção de uma comunidade escolar onde ninguém é esquecido e/ou deixado para trás.