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16.5.12

BIOÉTICA


A Bioética foi muito impulsionada pela genética, surgindo por volta de 1971, sendo considerada como o ramo da Filosofia aplicado a vida.
A sua importância na atualidade é evidente e muito se está discutindo o próprio ser humano. Dessas complexas discussões emergem questões como, por exemplo:
I - Os genes revelam a nossa saúde no futuro. Isto é possível através de textos que podem indicar as doenças. Entretanto, se os empregadores se apropriarem dos dados, poderão decidir sobre o contratar ou não contratar de indivíduos para sua empresa. Se assim o for, os empresários, criarão uma nova forma de exclusão. Isso porque o empresário deseja pessoas sadias que não lhes darão problemas presentes ou futuros, tal como faltas, a exemplo.
II - Um outro aspecto da dominação humana dos genótipos, da terapia genética e de outras formas de manipulação de DNA é terrivelmente preocupante: se há medicação específica para etnias, então há também a possibilidade de bioterrorismo que mata etnia específica.
III - A Bioética além de não abrir mão de uma ciência para servir a humanidade, jamais aceitará  uma  humanidade para servir a ciência.
IV - A Genética e a Ética em separadas dão respostas diferentes. Mas quando se unem, formando uma bioética tem como função um repensar bastante amplo. Assim, o papel do cientista é levar fatos e normas e o dos bioéticos é agregar valores.

E nas questões de reflexões humanas há de se partir do pressuposto de que o ser humano possui 98% do seu DNA com o chimpanzé e outros percentuais com outros seres vivos. A diferença entre os seres humanos e os demais seres vivos é que o ser humano possui consciência moral. A partir disso, fica evidente que a ética é uma questão humana.
E à medida em que as questões humanas afloram, também surgem, entre os seres humanos, dilemas próprios e característicos a cada espaço-tempo humano no planeta Terra. Desses dilemas humanos mesmo levando-se em conta, o já citado espaço-tempo humano, em alguns aspectos, são parecidos. Uma diferença básica entre eles é o aumento de sua influência e complexidade. Nos dias de hoje, pelo grande e crescente poder da ciência e de uma ciência pós moderna, algumas questões podem ser visualizadas, tais como:
a) As diversidades religiosas têm valores parecidos com a Ética e devem ser respeitadas por questões culturais. Mas é importante lembrar que a Ética tem compromisso laico.
b) O embrião não é uma probabilidade, mas uma potencialidade.
c) Nós temos a posse dos genes e não a propriedade. É importante salientar-se isso porque, na atualidade, os genes estão sendo patenteados pelas indústrias farmacêuticas.
Dilemas ou não a humanidade dirige-se a dois caminhos distintos: o Bioético, que levará o ser humano a vitórias, registrando-o como uma das mais fantásticas espécies em um Universo sempre a ser descoberto; e a um outro caminho que poderá levá-lo, esse mesmo ser humano, a uma das lições mais simples e implacáveis da natureza: aquele que não respeita a própria vida e toda a vida, desde as mais simples até àquelas consideradas com elevados níveis de complexidade, a sua extinção. Neste caso e, se assim o for, seremos lembrados como mais uma espécie que passou por um determinado período na nossa casa e mãe de toda a vida - a Terra.
Por tudo isso é importante tratar todos os assuntos com seriedade, com compromisso, com profissionalismo e com base no respeito e na agregação de valores morais eminentemente humanos.

A Vida, a bola e a utopia.


(Manoel Silva Filho-2007- Projeto Cidadão)
    Todo ano é ano. Entretanto, nenhum ano é igual àquele que passou. Assim, alguns anos são duros, difíceis e cheios de problemas. Já outros são alegres, felizes e cheios de realizações.
Contudo, problemas existem. E alguns, por sua vez, são difíceis de conviver e impossíveis de se controlar.
    Independente de ano bom ou difícil, a vida, o ano e a sua seqüência não vão privilegiar os que sucumbiram na luta. Por isso é importante a manutenção das lutas e do entendimento de que o que sabemos pode nos cegar para uma verdade simples e pura.
    Verdade essa que pode ter signos que direcionam para a realidade. Realidade essa que apenas os mais carentes conhecem. E por conhecerem lutam para transformá-la.
    Nesse processo de transformação existem os direitos e os deveres a que cada um tem que se submeter ou transgredir. A consciência de ambos é que formatará as mesmices, dando lugar a indivíduos cidadãos, responsáveis e cumpridores de suas obrigações.
   Contudo, para atingir-se a esses objetivos faz-se necessário uma cumplicidade, quando em nível escolar, entre todos os servidores e servidoras, quer administrativos, gestores ou professoras e professores e também entre alunos e alunas e a comunidade como um todo.
    Como um professor que possui seus sonhos e que os procura realizar sou testemunha de que o Colégio Zumbi dos Palmares poderá e será a realização de muitas utopias.
    E isso foi comprovado ao observar o talento, a dedicação e o prazer da comunidade escolar no projeto multidisciplinar cujo tema gerador foi o Meio Ambiente, motivo de orgulho e de um renascer da força de um povo que cresce pelas mudanças que o país vem sofrendo.
    Mas, sonho que se sonha só são apenas sonhos. Também foi possível verificar que houve professores e professoras que sonharam mais longamente. E por isso, também tiveram a oportunidade não só de se realizarem como também sentir o sonho transformando-se em realidade.
    Obrigado a todos que seguraram a bandeira da Educação sem o receio de serem professores e formadores da massa humana, que a depender do molde, serão seres humanos ou cidadãos do mundo ou cidadãos planetários.
    E, nesse momento de reflexão, um presente de um dos grandes e fabulosos mestres humanos Albert Einstein. Que passo a vocês para analisar a bola, a vida e a utopia.
                    "A vida é como jogar uma bola na parede:
                    Se for jogada uma bola azul, ela voltará azul;
                     Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde;
                       Se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca;
                         Se a bola for jogada com força, ela voltará com força;
                           Por isso nunca "jogue uma bola na vida" de forma que
                             você não esteja pronto a recebê-la.

                      A vida não dá nem empresta:
                       Não se comove nem se apieda.
                        Tudo quanto ela faz é retribuir e
                          transferir aquilo que nós lhe oferecemos"
                                                                     Albert Einstein


    Obrigado Mestra, Obrigado Professor fotógrafo, Obrigado Professora que transforma suas emoções em pura poesia, Obrigado Professor DJ, Obrigado Vice Gestora, Obrigado Gestora, Obrigado Seguranças, Obrigado Turma do Rango, Obrigado à turma deixa que eu arrume, Obrigado ao Professor e ao seu sincronizado toque de berimbau, Obrigado Mestre e Capoeiristas, Obrigado a Professora e ao Professor que apoiou e claro:
    OBRIGADO A TURMA DO SEGMENTO B - QUE MOSTROU SER REALMENTE A TROPA DE ELITE CIDADÃ DO ZUMBI. É ISSO AÍ GAROTADA!
    OBRIGADO AOS ALUNOS E ALUNAS DO ENSINO FUNCAMENTAL I - CICLO I e II
    OBRIGADO AOS ALUNOS E ALUNAS DO ENSINO FUNDAMENTAL II - 5ª, 6ª, 7ª E 8ª SÉRIES.
    Obrigado ao DEUS que me permitiu o privilégio de ver uma "bola-vida" que se transformará e dará bons e maravilhosos seres humanos.
    Orgulho e emoção para a comunidade ZUMBI DOS PALMARES.
      Axé


Uma ovelha e seu duplo: o primeiro mamífero clonado


(Patrícia Goulart Bustamante)
 Em março de 1997, aos seis meses de idade, foi apresentada ao mundo uma simpática ovelha, semelhante a todas as demais da raça finn-dorset: focinhos rosados, dóceis e desajeitados. Naqueles dias, não houve ser humano capaz de disputar com o animal as capas das revistas mais conceituadas de todos os países. Tanto rebuliço foi causado porque a ovelha, apesar de seu aspecto de normalidade, era o primeiro animal superior gerado por clonagem. No Instituto Roslin de Edimburgo, Escócia, a equipe do pesquisador Ian Wilmut clonou uma ovelha adulta a partir de uma célula de sua glândula mamária, cujo núcleo foi implantado ao óvulo de outra ovelha, previamente destituído do núcleo original. O primeiro mamífero gerado sem a participação de um gameta masculino recebeu o nome de Dolly.

Educação, Ser humano e Natureza: uma reflexão


(Manoel Silva Filho)
    A escola é um centro socializador que deve possibilitar ao estudante criar e fazer diferentes leituras e interpretações do mundo em que ele vive. E no limiar do século XXI a importância disso é incomensurável. Isso porque na modernidade, guiada pela ideologia do progresso, tudo que era considerado "primitivo" foi substituído pela hiperracionalidade em busca de uma sociedade perfeita e harmônica.
    De qualquer sorte a sociedade humana moderna conhecia, aliás, só conhecia a meta do progresso. a racionalidade nivelou as emoções, normalizou o prazer de viver, explicou o mundo natural e disciplinou a vida moral. Contudo, ao domesticar o ambiente e as relações do homem com a natureza domesticou também os interstícios, impondo a desistência do viver naturalista, onde o homem e natureza se completavam.
    A consequência de enfatizar um viver social racional e funcional foi a modificação das individualidades e asfixia do presente.
    A ciência fez parte desse processo modernista legitimando a hiperracionlidade, de tal forma que, baniu o bom senso comum para o nascer de uma "humanidade nova". Para tal, o seu método deveria ser rigoroso, coerente e sério. Ou em outras plavras, car-te-si-a-no.
    E nesse processo todo, o homem pode explicar biológica, física, química e cibernéticamente a caducidade dos organismos e o desgaste das maquinarias, mas não foi capaz de resolver o finir. E, a morte foi explicada mas, ao contrário de domesticá-la, o homem só a tornou racionalmente insuportável, Assim o homem se descobriu humano. E, como tal, não é só racional, ele também deseja crer, sem provas, quer e precisa participar do mito, mesmo estranho e incoerente.
    Dessa forma, expulso a prestidigitação do hedonismo das relações primitivas do homem com o seu mundo e o mundo, ele se depara solitário diante da finitude. O presente lhe é negado e o futuro a Deus pertence. Assim está aberta a Caixa de Pandora e Heros está diante de Thanatos e não há nenhuma maneira de fundamentar o seu fim. Era a era da hiperracionalidade uma espécie de buraco negro autofágico

Bioinformática


(Manoel Silva Filho)
   A Bioinformática é entendida como a interface entre Ciências Biológicas e Ciências da computação. Seu objetivo é o de analisar e interpretar conjuntos de dados biológicos e pretende desenvolver novos algoritmos e métodos estatísticos para a descoberta de padrões e processos em conjuntos de dados biológicos.
   A Bioinformática procura também desenvolver novas ferramentas para o acesso, armazenamento, gerenciamento e comunicação de dados biológicos, facilitando trabalhos de compreensão, estudo e análise de sequências de peptídeos/proteínas, desenvolvimento de computadores digitais de alta velocidade e de base teórica de Ciências da Computação e o conceito de moléculas como carreadoras de informação.

O pescoço da Girafa


(Manoel Silva Filho)
   Por mais que caminhemos na busca pelo conhecimento, algumas interpretações errôneas, se não devidamente apuradas no decorrer do tempo, tendem a nos acompanhar. Uma delas é a idéia de evolução e o pescoço da girafa.
   A idéia de evolução já ultrapassa a Biologia. é por entendimento a transição de um mundo estático para um mundo dinâmico. Dessa forma e segundo essa linha de pensares, os seres humanos não foram criados de modo separado. Eles são partes integrante da vida do planeta.
   E estes pensamentos couberam, principalmente, ao Darwinismo por ser um corpo teórico consistente e apoiado empiricamente. E tal visão tornou-se tão importante que atua como modificador de nossa maneira de compreender a nós mesmos e ao mundo em que vivemos.
   Por sua vez, não se pode mencionar o Darwinismo sem uma relação com a seleção natural. Esta é um processo de sobrevivência e reprodução desiguais de unidades variantes tais como célula, indivíduo e população, acrescida da herança de características que influem na sobrevivência. Contudo, mesmo essa importantíssima ferramenta, não explica a origem das espécies, mas a sua especiação. Em termos extremamente simples a seleção natural agiria após as espécies serem criadas, separando os mais aptos e fortes para serem agentes fertilizadores de descendentes com mesma características. Assim, a espécie mantem-se forte e com maior capacidade de sobrevivência.
   Ainda com ênfase na seleção natural, faz-se necessário o entendimento de que a mesma é dinâmica e se deve estudar caso a caso, sendo suficiente para explicar a evolução, sem contudo, explicar a adaptação.
   Posto isso fica fácil entender que o pescoço da girafa não anda no mundo sozinho. Por isto entendamos de uma por todas as vezes que a evolução é a GIRAFA.

Biologia


(Manoel Silva Filho)
   Há muito desejava expressar a minha realização ao descobrir esta maravilhosa Ciência. Mas, sempre me faltavam palavras e alguma forma de me expressar mais objetivamente ou de tal forma que possibilitasse uma definição que atendesse aos meus anseios. Agora descobri porque não conseguia fazer com que uma expressão se tornasse uma definição. E a resposta pode ser dada em apenas uma única palavra bastarda.
Somos resultados do conhecimento e assim como a palavra somos sem pais enquanto Ciência, mas uníssonos enquanto conhecimento. Dessa forma nascemos sem ter pais, mas existimos enquanto Ciência e conhecimento.
    Talvez por isso sejamos uma Ciência que incomoda a muitos dos ramos do conhecimento. Baseada em um forte poder de observação e utilizando bases sólidas de lógica Aristotélica, chegamos na frente sempre e, ao mesmo tempo, somos capazes de mudar e refazer e refazer, até a formação de um paradigma. E isso é belíssimo porque paradigmas para os biólogos são para serem quebrados. Não acreditamos em nada que vemos e, quando provamos, não tenha dúvida, sabemos o que estamos fazendo.
   Temos inimigos, isto é claro. Mas as idéias opositoras não nos incomodam. Muito pelo contrário, nos engrandecem ou por ser questionáveis, exercitando nossa capacidade intelectual indutiva-dedutiva, ou por ser a mola necessária para exercitarmos o que de melhor temos - vencer desafios. E, isso me lembra, o militar, médico veterinário e hoje, com mais sapiência, biólogo, Fraga, que me desafiava a pensar que o impossível é para ser realizado, porque temos obrigações e responsabilidades pessoais, sociais e de crescimento humano. E ele estava corretíssimo. As biodescobertas tem auxiliado a humanidade de maneira muito rápida, crescente e grandiosa. Fazendo com que consigamos vencer fronteiras que só existiam anteriormente em livros de ficção. Olha o coração e partes cibernéticas, pense no radar e no ouvido do mamífero voador e assim vai.
   Mas, o meu foco, nesse momento, é egocêntrico porque sou feliz por ser biólogo. E, por ser biólogo tenho visões de mundo que nos levam ao reconhecimento dos valores da vida. E a vida, já conceituada e ampliada, é tudo que além de mim, você ou nós existe. Assim, sinto-me como parte de uma troca de energia que permite-me viver mas, também, doa a própria vida. Assim sendo sou imortal enquanto ser vivente e mortal enquanto estudante da vida. E, tal qual uma Fênix, desperto a cada morte com mais poder e força, expressa através da sabedoria peculiar de minha simplicidade.
   A Biologia é muito mais que ciência é um estilo de vida que engloba todas as que a vida valorizam. E termino com um pequena pergunta: E você se valoriza? Não pense que és indispensável. Pense que é vida que recebe e doa vida, trocando energias em forma de atitudes conscientes ou não, que objetivam a preservação e a conservação da própria vida, dentro do Ilê Axé, denominada Terra.

Ciência


(Prof. Manoel Silva Filho)
    Filósofos gregos iniciaram a ruptura epistemológica com a mitologia, lançando o alicerce da ciência, retirando, assim, os deuses gregos de cena.
   A partir disso, a polêmica e a discussão entre os fundamentalistas (criacionistas) e a ciência (evolucionistas) ficou mais acirrada.
   Contudo, é evidente que os fenômenos naturais são estudados na natureza e que o pensamento naturalista baseia as explicações dos fenômenos naturais em fatos.
   E, por essa linha de pensamento, podemos chegar a um senso comum de que a ciência trabalha com os fenômenos naturais, tentando explicar os fenômenos naturais, suas consequências e causas.
   Mas é importante também enfatizar que fatos e teorias são coisas diferentes. Isto porque fatos são os dados enquanto a teoria explica os fatos. Assim sendo o que pesa é a interpretação dos fatos. Mas é essencial que se afirme que só teorias bem estruturadas permanecem.
   A teoria é a ideia ou modelo de como o mundo funciona. Segundo Amabis e Bitner, em seu artigo no Diário do Grande ABC (07/2009), são as teorias que dão sentido ao que vemos e nos permitem fazer observações objetivas sobre fenômenos naturais. Sem as teorias, não conseguimos fazer perguntas em ciência nem planejar experimentos ou interpretar os resultados.
   E cabe a observação de que para a ciência é indispensável a dúvida. Dúvida esta que é um processo de retroalimentação por aprender com seus próprios erros.
   Mas o objetivo da Ciência não mudou e continua não sendo estudar ou explicar Deus. E essa relação a princípio deveria fazer com que as conquistas da ciência dessem suporte ao processo de criação. Mas ao se lançarem a questionar os acontecimentos, iniciaram um processo de outras explicações sobre o assunto. E com isso, a luta agora se direciona para a consciência da ruptura e não apenas pela ruptura.

Dia das Mães


(Manoel Filho)


Feliz dia, seu dia, todo dia.
    Dia seu, todo dia
      Feliz dias das Mães
        Feliz Mães dias
          Feliz todos os dias
                       todos seus dias.

Tributo ao Tempo



   Dizem que a vida é curta, mas não é verdade. A vida é longa para quem consegue viver pequenas felicidades. E essa tal felicidade anda por aí, disfarçada, como uma criança brincando de esconde-esconde.

   Infelizmente às vezes não percebemos isso e passamos nossa  existência colecionando nãos: 

- a viagem que não fizemos, o presente que não demos,

- a festa à qual não fomos, o amor que não vivemos,
- o perfume que  não sentimos...
   A vida é mais emocionante quando se é ator e não espectador, quando se é piloto e não passageiro, pássaro e não paisagem, cavaleiro  e  não montaria!
   E como ela é feita de instantes, não pode e nem deve ser medida  em anos ou meses, mas em minutos e segundos.
   Esta mensagem é um TRIBUTO AO TEMPO.
  Tanto àquele tempo que você soube aproveitar no passado, quanto àquele tempo que você não vai desperdiçar no futuro.
   Porque a vida é agora!!
  "Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.

14.5.12

Reis e Plebeus


  (Makulè)

No início os seres humanos para poderem sobreviver necessitavam do grupo. E era a força do grupo que os mantinha unidos e fortes para combater e se proteger dos perigos de estar vivo. Com o decorrer do tempo alguns começaram a se destacar, pela sua força ou inteligência ou ambos, dos demais componentes do grupo. Daí os que se consideravam menos aptos iniciaram o processo de transferência de responsabilidades de si e di grupo para um ou alguns que se destacavam.
E essa forma de governo deu certo até o ponto em que a força de um grupo sobrepujou os demais grupos existentes, constituindo-se assim a diferença entre os dominadores e os dominados em um grupo maior.
No aperfeiçoamento do sistema e com a civilização cada vez mais próxima de uma realidade imediata, os homens começaram a eleger aqueles que iria governar para conquistar o bem comum maior do grupo. Entretanto, com o poder e a força juntos apenas um era o maior dos dominantes e, portanto, aquele que determinava o que os outros faziam ou deixavam de fazer. Com isso, o lado da força e da proteção do grupo ampliava e se tornava conveniente levar a outros grupos a dominação e a apropriação dos seus preciosos tesouros. E assim o foi. Os grupos mais fortes dominavam e sobrepujavam os grupos menores ou menos organizados e dois caminhos se abriam para eles: a escravização ou a subserviência. Ou em outras palavras o homem dominava o outro homem.
Separados por força e poder o grupo dominante criou então artifícios para a sua própria manutenção do poder ou de seus leais amigos ou de sua própria família. Dessa maneira os reis deveriam ter qualidades que não apenas superasse os outros mortais, mas que de alguma forma os aproximasse mais e mais do divino ou em último grau o tornassem o próprio divino. Então, a partir disso, o homem se tornou não apenas a imagem e semelhança de Deus, mas o próprio Deus. Um Deus de carne e osso e com poderes de vida e de morte sob os seus semelhantes.
Mas o ser humano tem uma capacidade ilimitada e inexplorada quando o tema é sobreviver e viver. Assim sendo, começaram às disputas entre os grupos que dominavam e os que não queriam ser mais um povo dominado por outro povo ou por outro ser humano. Obviamente muitas vidas foram ceifadas nesse processo para só depois aniquilar-se aqueles que chamavam a si próprios de deuses.
A linha do tempo é cruel para o ser humano pela própria existência de outro ser humano. Esse processo de civilização não é cíclico e nem estático, mas o é dinâmico e proativo, seguindo caminhos que são construídos no desenvolvimento ou no retrocesso da história dos seres humanos. Contudo, a ideia de reis, para alguns, permaneceu viva e muitos mecanismos foram criados para a sua manutenção. Um deles foi o poder do conhecimento. Quem conhece tem poder e quem ignora sofrerá com os que tudo sabem. Por isso, ficou determinado que as profissões a serem aprendidas deveriam ser estratificadas e divididas de acordo com o que um grupo, agora chamado de elite ou burgueses, queria. Nessa linha de pensamento os que detinham o poder do conhecimento e os alicerces do poder financeiro poderiam ocupar cadeiras preponderantes para o desenvolvimento e a manutenção do “status quo” existente.
Mas como já tinha falado anteriormente, os seres humanos tem uma grande capacidade adaptativa e de moldar-se aos seus próprios interesses. Nas lutas que existiam entre os dominantes e os dominados, esperava-se que aqueles que fossem dominados, ao se tornarem dominantes, dividissem o poder em comum acordo com todos os outros semelhantes seus. Isso porque com as forças do mesmo sentido e mesma direção, a resultante seria sempre acrescida e, por conseguinte, melhor e com maior ação e irradiação no grupo.
Até que se pensou nisso. Mas o ser humano, além da busca pelo seu errar menos, ao mesmo tempo quer beneficiar-se. E isso dá um embate entre forças de sentidos opostos, que terá como resultante a sua diminuição. Diminuição essa que beneficiará os mesmos em detrimento dos outros poucos. Enfim há de se pensar e repensar no homem porque na atualidade o que se observa é que o poder do início da civilização continua tornando o homem, o lobo do homem. (2012).