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27.8.20
A Formação Inicial do Professor
25.8.20
Professor e a educação para as midias
GUIMARÃES, Sheila Denize, A Formação do professor e a educação para as mídias, v. 2, n. 7, Colaboradora, Revista Digital da CVA - Ricesu, ISSN 1519-8529.
(Manoel Silva Filho)
Guimarães é professora do Ensino Fundamental, formada em Pedagogia e Mestranda m Educação. Em seu artigo questiona como os professores estariam se comportando mediante a necessidade do uso do computador nas suas atividades profissionais; analisando as resistências na utilização de novas tecnologias aplicadas a Educação.
Inicia o artigo questionando as incertezas e afirmações de um Universo de debates e discussões em revistas especializadas. Em um primeiro momento, cita Chaib (2002) que compara o computador ao Frankenstein, ilustrando assim a perplexidade do professor perante a máquina, gerando emoções desde admiração até o ceticismo. À essas reações, a autora, acrescenta as de frustração, inferioridade e resistência em usar o computador. Expressa também, como consequência, que a ideia de limitação ao lidar com a tecnologia levaria a questionamentos da competência do professor. Nesse momento, Guimarães ressalta que a competência é um pressuposto desconhecido e não seria indicador de uma maior ou menor competência. Isto porqe a tecnologia é um instrumento sofisticado e com contextos apropriados, um bom profissional, dispondo de tecnologia e sofisticação, teria a capacidade do fazer melhor.
Em outro parágrafo, Guimarães menciona também a responsabilidade dos paradigmas pedagógicos tradicionais. Estes orientam o professor a acreditar na sua substituição pela máquina e, consequentemente, pela sua perda de poder de ensino.
Posteriormente, informa que as mudanças na formação docente perpassa pela necessidade de ser o professor do século XXI, um Educomunicador. Expressão esta entendida como um orientador que integra as diferentes mídias às sua práticas pedagógicas . Assim sendo, o professor amplia seus horizontes profissionais e retira de si o estigma de especialista em um curso de educação para mídia. Para uma complementação das ideias utiliza os processos de Rezende e Fusari que sugere uma articulação entre a formação inicial e o docente em exercício, tendo como eixo central a prática docente em comunicação multimídia. Há também de ampliar o entendimento nos cursos de formação de professores, inicial ou contínua, atento a Teoria de Schon: a) Reflexão na ação docente - pensar enquanto pratica; b) Reflexão sobre a ação docente - pensar depois que pratica; c) Reflexão sobre o que foi refletido - pensar sobre o que foi pensado; incluindo-se os quatro pilares da educação: aprender a conhecer, a fazer , a conviver e a ser e os saberes dos professores.
No que se refere ao profissional que se acha sozinho, minimiza-se o seu sofrimento sobre suas reflexões sob o uso da comunicação multimídia, através da proposição da pesquisa colaborativa, integrando professores em formação inicial, professores em serviço, docentes e pesquisadores de universidades na busca de soluções, onde a única beneficiada seja a Educação. Mas uma Educação voltada para a formação, levando à apropriação das tecnologias, evitando os ciberexcluídos e a velha "educação bancária".
Uma crítica posta à maneira como a maioria dos cursos de atualização ou capacitação é a de que pouco levam em conta o Universo do Professor. Isto porque os docentes formados adequadamente devem poder desenvolver e avaliar os resultados do projeto, conforme Rosado. Além disso há de se tomar consciência da chamada por Cysneiros de inovação conservadora do professor a repensar seu modo de ensinar ou mesmo estimular aos alunos a adotarem novos modos de aprender.
No parágrafo seguinte, questiona sob a forma de atuação da mídia, concluindo que no anseio social há de se realizarem mudanças urgentes na concepção de ensinoaprendizagem da escola e do professor, forçando-os a repensar seu papel dentro deste contexto tecnológico. Entretanto para que mudanças ocorram faz-se necessário acompanhamento de uma política voltada para a formação de professores que invista na preparação destes para permitir-lhes repensar em suas práticas. Também salienta que toda mudança implica em abandonar modos de pensar e agir que se acreditava dar certo, porém em outro momento e contexto. E, como proposta, segundo Penteado, as mudanças seriam alimentadas com troca de experiências entre profissionais envolvidos e comunicação intrapessoal e interpessoal. Além disso, aplicando-se a essa somatória uma pesquisa colaborativa.
Todos esses elementos seriam contemplados, contribuiriam para efetivação do processo de mudança e para a formação do educomunicador. E, ao formá-los haverá probabilidade de ser constituída uma sociedade do conhecimento, plena e de direito.