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27.8.20

A Formação Inicial do Professor

 DANTAS, Aleksander Saraiva, A formação inicial do professor para o uso das tecnologias da comunicação e informação, Holos, ano 21, maio de 2005.
(Manoel Silva Filho)
     Dantas é mestre em Engenharia de Produção, professor do CEFET-RN/UNED. Em seu artigo fala sobre a problemática que envolve a formação inicial do professor para o uso das tecnologias de comunicação e informação. Para tanto, o autor o divide em partes a saber: Introdução, a Escola, o Professor e as TCI e Considerações Finais.
     Na introdução, Dantas comenta que, na atual conjuntura, as inovações tecnológicas e a globalização da economia são processos consolidados e vêm transformando tanto o mundo do trabalho quanto as funções de trabalhadores. Assim, o trabalho linear, segmentado, padronizado e repetitivo do padrão tecnológico Taylorista e Fordista, tem sido substituído pela modalidade da integração e pela flexibilidade. Na primeira, os trabalhadores necessitavam de alguma escolaridade, treinamento profissional e bastante experiência para combinar habilidade psicofísicas e condutas com o conhecimento necessário à execução da atividade, porque necessitava-se de trabalhadores que desenvolviam as mesmas tarefas ao longo de sua vida social e profissional. Já na segunda modalidade, surgem transformações nas funções dos trabalhadores, exigindo esforço cada vez maior em formação, treinamento e reciclagem profissional.
     No segmento a escola, o autor afirma que o professor e as TCI, diante das novas demandas educacionais as exigências são colocadas em altos níveis. Contudo, em função do abandono das escolas e com professores sem condições de trabalho, salários e formação se contrapõem a essas mesmas exigências direcionadas para a educação de qualidade. Posteriormente conclui que diante de todas as cobranças para a educação, apenas a educação presencial não atenderia a todas essas demandas. Nesse contexto, o surgimento da educação a distância é a alternativa indicada. Isto porque contribui para o atendimento dessas novas exigências educacionais, como também na preparação dos indivíduos para o mercado de trabalho. Isso levando-se em conta problemas como esforço ou tempo ou por oferecer serviços sem a qualidade desejada a uma significativa parcela da população.
     A consequência desse contexto apresentado acredita-se que as TCI podem trazer benefícios para a Educação presencial ou a distância. Mas o uso das tecnologias implica em professores com capacidade de reconhecer vantagens, limitações e cuidados em seu uso para a educação e para a sociedade como um todo permitindo melhorias da qualidade das aulas a serem ministradas.
     Em suas reflexões, a autora ressalta que utilizar as TCI como meio de construção do conhecimento e concretizar a  mudança de paradigmas educacionais é para o professor, ao mesmo tempo, uma oportunidade e um desafio. Além do que o uso das TCI, incorporado ao uso das práticas pedagógicas cotidianas dos docentes, democratiza o acesso à informática e contribui para a diminuição dos riscos de acentuação das desigualdades. E segue advertindo que, num país em que há tantas demandas por educação de qualidade, não se pode aceitar uma educação apenas para atender interesses de mercado porque isso não dá garantias de sucesso. Desse modo, na discussão da qualidade do ensino ministrado, a escola deve além de garantir a universalização do seu acesso, também ter como função a universalização do conhecimento e da informação. E para que isso ocorra as TCI passa a ter papel preponderante.
     No parágrafo final do tópico, utiliza os dizeres  de Libaneo, onde o mesmo destaca que muitas resistências existem por não serem trabalhadas na formação inicial e contínua do professor, Isso porque, se assim fosse, constataria-se que a aplicação dos recursos computacionais, no processo educativo está de acordo com as teoria: behaviorista (Skinner), Construtivista Interacionista (Piaget), Construtivista sóciointeracionaista (Vygotsky); de onde observa-se que tanto na perspectiva tradicional como na perspectiva inovadora, as abordagens de ensino para professores ou para a escola, no uso dos recursos de TCI de acordo com os pressupostos teóricos.
      O tópico seguinte é a formação do professor para uso das TCI. Nesse tópico é abordado a formação do professor do próximo milênio semelhante à formação fornecida em décadas passadas, caracterizada pela ignorância da maioria dos avanços científicos ocorridos no mundo pela falta de relação entre a formação e as condições reais para o exercício profissional.
     A formação inicial ajuda o futuro professor a legitimar e produzir saberes que serão utilizados na sua profissão, diminuindo o choque da realidade em suas primeiras atuações - experiências em seu trabalho.
    
 


25.8.20

Professor e a educação para as midias

GUIMARÃES, Sheila Denize, A Formação do professor e a educação para as mídias, v. 2, n. 7, Colaboradora, Revista Digital da CVA - Ricesu, ISSN 1519-8529.

(Manoel Silva Filho)

 

    Guimarães é professora do Ensino Fundamental, formada em Pedagogia e Mestranda m Educação. Em seu artigo questiona como os professores estariam se comportando mediante a necessidade do uso do computador nas suas atividades profissionais; analisando as resistências na utilização de novas tecnologias aplicadas a Educação.

     Inicia o artigo questionando as incertezas e afirmações de um Universo de debates e discussões em revistas especializadas. Em um primeiro momento, cita Chaib (2002) que compara o computador ao Frankenstein, ilustrando assim a perplexidade do professor perante a máquina, gerando emoções desde admiração até o ceticismo. À essas reações, a autora, acrescenta as de frustração, inferioridade e resistência em usar o computador. Expressa também, como consequência, que a ideia de limitação ao lidar com a tecnologia levaria a questionamentos da competência do professor. Nesse momento, Guimarães ressalta que a competência é um pressuposto desconhecido e não seria indicador de uma maior ou menor competência. Isto porqe a tecnologia é um instrumento sofisticado e com contextos apropriados, um bom profissional, dispondo de tecnologia e sofisticação, teria a capacidade do fazer melhor.

     Em outro parágrafo, Guimarães menciona também a responsabilidade dos paradigmas pedagógicos tradicionais. Estes orientam o professor a acreditar na sua substituição pela máquina e, consequentemente, pela sua perda de poder de ensino.

     Posteriormente, informa que as mudanças na formação docente perpassa pela necessidade de ser o professor do século XXI, um Educomunicador. Expressão esta entendida como um orientador que integra as diferentes mídias às sua práticas pedagógicas . Assim sendo, o professor amplia seus horizontes profissionais e retira de si o estigma de especialista em um curso de educação para mídia. Para uma complementação das ideias utiliza os processos de Rezende e Fusari que sugere uma articulação entre a formação inicial e o docente em exercício, tendo como eixo central a prática docente em comunicação multimídia. Há também de ampliar o entendimento nos cursos de formação de professores, inicial ou contínua, atento a Teoria de Schon: a) Reflexão na ação docente - pensar enquanto pratica; b) Reflexão sobre a ação docente - pensar depois que pratica; c) Reflexão sobre o que foi refletido - pensar sobre o que foi pensado; incluindo-se os quatro pilares da educação: aprender a conhecer, a fazer , a conviver e a ser e os saberes dos professores.

     No que se refere ao profissional que se acha sozinho, minimiza-se o seu sofrimento sobre suas reflexões sob o uso da comunicação multimídia, através da proposição da pesquisa colaborativa, integrando professores em formação inicial, professores em serviço, docentes e pesquisadores de universidades na busca de soluções, onde a única beneficiada seja a Educação. Mas uma Educação voltada para a formação, levando à apropriação das tecnologias, evitando os ciberexcluídos e a velha "educação bancária".

    Uma crítica posta à maneira como a maioria dos cursos de atualização ou capacitação é a de que pouco levam em conta o Universo do Professor. Isto porque os docentes formados adequadamente devem poder desenvolver e avaliar os resultados do projeto, conforme Rosado. Além disso há de se tomar consciência da chamada por Cysneiros de inovação conservadora do professor a repensar seu modo de ensinar ou mesmo estimular aos alunos a adotarem novos modos de aprender.

     No parágrafo seguinte, questiona sob a forma de atuação da mídia, concluindo que no anseio social há de se realizarem mudanças urgentes na concepção de ensinoaprendizagem da escola e do professor, forçando-os a repensar seu papel dentro deste contexto tecnológico. Entretanto para que mudanças ocorram faz-se necessário acompanhamento de uma política voltada para a formação de professores que invista na preparação destes para permitir-lhes repensar em suas práticas. Também salienta que toda mudança implica em abandonar modos de pensar e agir que se acreditava dar certo, porém em outro momento e contexto. E, como proposta, segundo Penteado, as mudanças seriam alimentadas com troca de experiências entre profissionais envolvidos e comunicação intrapessoal e interpessoal. Além disso, aplicando-se a essa somatória uma pesquisa colaborativa.

     Todos esses elementos seriam contemplados, contribuiriam para efetivação do processo de mudança e para a formação do educomunicador. E, ao formá-los haverá probabilidade de ser constituída uma sociedade do conhecimento, plena e de direito.

 

6.8.20

Experiência

    Como usar a tecnologia digital a favor do conhecimento?
    A pergunta é fácil de ser respondida. Entretanto, complicada é a prática da teoria formulada. Isto por causa do próprio despreparo dos que a utilizam ou vão utilizar.
    Então vamos por parte. A tecnologia usada por adolescentes está ligada diretamente a jogos, musicas, redes sociais, etc, cuja finalidade é a de lazer e apenas se torna preparativo intelectual quando é passado o "trabalho" o famoso - minha parte e sua parte. Já para os professores existem três vertentes. A primeira as dos que são "antenados" e já fazem uso da tecnologia com muita ou pouca facilidade. A segunda são aqueles que são "analfabetos digitais", mas querem aprender e no decorrer do tempo desenvolve habilidades que permitem evoluir. E, finalmente, a terceira que são pessoas que não querem e não têm o menor interesse em desenvolver as habilidades necessárias para trabalhar em plataformas digitais.
    Vamos exemplificar uma experiência com uso das tecnologias digitais. Essa necessariamente precisa de uma sequência didática previamente preparada. O início da experiência é com a questão a ser resolvida. No caso: Água com sal congela?
    Primeiro passo: a atividade deve iniciar-se com a pesquisa através dp uso da internet e das suas ferramentas de buscas.
    Segundo passo: Em seguida, em laboratório, realiza-se a experiência, esta transformada em vídeo. Segue-se com a utilização de uma rede social, onde deverá haver comunicação e discussão sobre o assunto. Também é importante salientar que o processo experimental foi filmado e gravado em um DVD.
    Terceiro passo: Todos os estudantes assistem juntos à filmagem. Após o quê abre-se uma mesa de redonda com finalidade de discussão e de uma autoavaliação.
    Quarto passo: Divulgar os resultados e mostra de fotos.
    Evidente que as fotos tiradas, resultados expostos, são acompanhadas com sorrisos e orgulho.
    É válido salientar que da experiência outras dúvidas irão surgir, ampliando as buscas e respostas, surgidas a partir de várias vertentes do assunto.
    A ideia desse projeto é direcionada a estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental (Anos finais).

5.8.20

De onde vem uma boa ideia: reflexão

    É indiscutível que as redes sociais potencializam o surgimento de ideias inovadoras. Empresas, comunidades, comunicadores, políticos, grandes grupos econômicos, entre outros, conhecem e participam com objetivo de potencializar não apenas negócios, mas nas relações comerciais e em novas perspectivas.
    E nessas perspectivas, o setor educacional ainda não as aderiu por completo, dando continuidade ao sistema educacional sólido do conhecimento.
    Por outro lado, há ainda, a fácil comprovação de que os alunos sabem mais apropriarem-se das tecnologias do que os próprios professores. em consequência disso põe em vantagem os estudantes porque o acaso surge em mentes conectadas e não em mentes ilhadas.
    Portanto, não ter como parar a tecnologia, obriga a que ela seja apropriada por todos, inclusive escolas, professores e alunos. A explicação é simples: a escola é por excelência um ambiente interativo e evolucionista, lembrando que as teorias socioconstrutivistas e conectivistas, na atualidade, sustentam uma nova prática, que o público alvo pede melhorias e as exige.
   Enfim, a escola é a ferramenta de equilibrar as diferenças sociais e cabe a ela e seus profissionais de tornar realidade e abster-se da fixão.