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23.11.20

Consciência Negra

 (Manoel Filho)

   O dia 20 de novembro dedicado a memória do Senhor Zumbi dos Palmares e todos que o acompanharam em suas lutas deveria ser um momento ímpar e exclusivo de reflexões. Essas reflexões deveria originar ações afirmativas para o bem maior.

    Sabemos que a linha abaixo da pobreza não se faz apenas com pretos, mas com todo o povo brasileiro que não possui acesso a educação, saúde, segurança e vivem sem dignidade nas ruas e sem teto para os dias de sol e chuva.

    Hoje, com toda certeza pelo que vemos no atual governo, sabemos que a principal arma para mudar ou transformar um nação é o voto de cada cidadão do país. E, mesmo com essa certeza infelizmente não vejo mudança ou, se existiu, de intensidade muito baixa. 

    Por que a afirma supra citada? Então vejamos: parte muito pequena do povo pobre e preto, principais sofredores por serem moradores da periferia daqueles que possuem direitos  exclusivos à saúde, educação, segurança, cultura e lazer, não fizeram a diferença votando. Agiram como se fossem "manada" de um sistema opressor e fascista.

    Há muito as necessidades das pessoas carentes de tudo são maquiadas com belas, lindas e maravilhosas praçinhas e quadras poliesportivas. E isso não faz ou determina ou transforma desiguais em iguais socialmente falando. Muito pelo contrário pois representa uma das formas romanas de pão e circo.

    A impressão que fica é a de que pessoas não querem ser empoderadas. Mas, assistidas através das tetas, já tão mamadas, do governo federal. E, o pior, satisfazendo-se com migalhas, com muito pouco do tudo que se esbanja ou, em outras palavras do NADA.

    Entretanto não há porque desistir. Em assim sendo, lutar é o caminho. Uma luta incessante na busca da diminuição das desigualdades. Vida que segue, vitória que chegará!

    

27.8.20

A Formação Inicial do Professor

 DANTAS, Aleksander Saraiva, A formação inicial do professor para o uso das tecnologias da comunicação e informação, Holos, ano 21, maio de 2005.
(Manoel Silva Filho)
     Dantas é mestre em Engenharia de Produção, professor do CEFET-RN/UNED. Em seu artigo fala sobre a problemática que envolve a formação inicial do professor para o uso das tecnologias de comunicação e informação. Para tanto, o autor o divide em partes a saber: Introdução, a Escola, o Professor e as TCI e Considerações Finais.
     Na introdução, Dantas comenta que, na atual conjuntura, as inovações tecnológicas e a globalização da economia são processos consolidados e vêm transformando tanto o mundo do trabalho quanto as funções de trabalhadores. Assim, o trabalho linear, segmentado, padronizado e repetitivo do padrão tecnológico Taylorista e Fordista, tem sido substituído pela modalidade da integração e pela flexibilidade. Na primeira, os trabalhadores necessitavam de alguma escolaridade, treinamento profissional e bastante experiência para combinar habilidade psicofísicas e condutas com o conhecimento necessário à execução da atividade, porque necessitava-se de trabalhadores que desenvolviam as mesmas tarefas ao longo de sua vida social e profissional. Já na segunda modalidade, surgem transformações nas funções dos trabalhadores, exigindo esforço cada vez maior em formação, treinamento e reciclagem profissional.
     No segmento a escola, o autor afirma que o professor e as TCI, diante das novas demandas educacionais as exigências são colocadas em altos níveis. Contudo, em função do abandono das escolas e com professores sem condições de trabalho, salários e formação se contrapõem a essas mesmas exigências direcionadas para a educação de qualidade. Posteriormente conclui que diante de todas as cobranças para a educação, apenas a educação presencial não atenderia a todas essas demandas. Nesse contexto, o surgimento da educação a distância é a alternativa indicada. Isto porque contribui para o atendimento dessas novas exigências educacionais, como também na preparação dos indivíduos para o mercado de trabalho. Isso levando-se em conta problemas como esforço ou tempo ou por oferecer serviços sem a qualidade desejada a uma significativa parcela da população.
     A consequência desse contexto apresentado acredita-se que as TCI podem trazer benefícios para a Educação presencial ou a distância. Mas o uso das tecnologias implica em professores com capacidade de reconhecer vantagens, limitações e cuidados em seu uso para a educação e para a sociedade como um todo permitindo melhorias da qualidade das aulas a serem ministradas.
     Em suas reflexões, a autora ressalta que utilizar as TCI como meio de construção do conhecimento e concretizar a  mudança de paradigmas educacionais é para o professor, ao mesmo tempo, uma oportunidade e um desafio. Além do que o uso das TCI, incorporado ao uso das práticas pedagógicas cotidianas dos docentes, democratiza o acesso à informática e contribui para a diminuição dos riscos de acentuação das desigualdades. E segue advertindo que, num país em que há tantas demandas por educação de qualidade, não se pode aceitar uma educação apenas para atender interesses de mercado porque isso não dá garantias de sucesso. Desse modo, na discussão da qualidade do ensino ministrado, a escola deve além de garantir a universalização do seu acesso, também ter como função a universalização do conhecimento e da informação. E para que isso ocorra as TCI passa a ter papel preponderante.
     No parágrafo final do tópico, utiliza os dizeres  de Libaneo, onde o mesmo destaca que muitas resistências existem por não serem trabalhadas na formação inicial e contínua do professor, Isso porque, se assim fosse, constataria-se que a aplicação dos recursos computacionais, no processo educativo está de acordo com as teoria: behaviorista (Skinner), Construtivista Interacionista (Piaget), Construtivista sóciointeracionaista (Vygotsky); de onde observa-se que tanto na perspectiva tradicional como na perspectiva inovadora, as abordagens de ensino para professores ou para a escola, no uso dos recursos de TCI de acordo com os pressupostos teóricos.
      O tópico seguinte é a formação do professor para uso das TCI. Nesse tópico é abordado a formação do professor do próximo milênio semelhante à formação fornecida em décadas passadas, caracterizada pela ignorância da maioria dos avanços científicos ocorridos no mundo pela falta de relação entre a formação e as condições reais para o exercício profissional.
     A formação inicial ajuda o futuro professor a legitimar e produzir saberes que serão utilizados na sua profissão, diminuindo o choque da realidade em suas primeiras atuações - experiências em seu trabalho.
    
 


25.8.20

Professor e a educação para as midias

GUIMARÃES, Sheila Denize, A Formação do professor e a educação para as mídias, v. 2, n. 7, Colaboradora, Revista Digital da CVA - Ricesu, ISSN 1519-8529.

(Manoel Silva Filho)

 

    Guimarães é professora do Ensino Fundamental, formada em Pedagogia e Mestranda m Educação. Em seu artigo questiona como os professores estariam se comportando mediante a necessidade do uso do computador nas suas atividades profissionais; analisando as resistências na utilização de novas tecnologias aplicadas a Educação.

     Inicia o artigo questionando as incertezas e afirmações de um Universo de debates e discussões em revistas especializadas. Em um primeiro momento, cita Chaib (2002) que compara o computador ao Frankenstein, ilustrando assim a perplexidade do professor perante a máquina, gerando emoções desde admiração até o ceticismo. À essas reações, a autora, acrescenta as de frustração, inferioridade e resistência em usar o computador. Expressa também, como consequência, que a ideia de limitação ao lidar com a tecnologia levaria a questionamentos da competência do professor. Nesse momento, Guimarães ressalta que a competência é um pressuposto desconhecido e não seria indicador de uma maior ou menor competência. Isto porqe a tecnologia é um instrumento sofisticado e com contextos apropriados, um bom profissional, dispondo de tecnologia e sofisticação, teria a capacidade do fazer melhor.

     Em outro parágrafo, Guimarães menciona também a responsabilidade dos paradigmas pedagógicos tradicionais. Estes orientam o professor a acreditar na sua substituição pela máquina e, consequentemente, pela sua perda de poder de ensino.

     Posteriormente, informa que as mudanças na formação docente perpassa pela necessidade de ser o professor do século XXI, um Educomunicador. Expressão esta entendida como um orientador que integra as diferentes mídias às sua práticas pedagógicas . Assim sendo, o professor amplia seus horizontes profissionais e retira de si o estigma de especialista em um curso de educação para mídia. Para uma complementação das ideias utiliza os processos de Rezende e Fusari que sugere uma articulação entre a formação inicial e o docente em exercício, tendo como eixo central a prática docente em comunicação multimídia. Há também de ampliar o entendimento nos cursos de formação de professores, inicial ou contínua, atento a Teoria de Schon: a) Reflexão na ação docente - pensar enquanto pratica; b) Reflexão sobre a ação docente - pensar depois que pratica; c) Reflexão sobre o que foi refletido - pensar sobre o que foi pensado; incluindo-se os quatro pilares da educação: aprender a conhecer, a fazer , a conviver e a ser e os saberes dos professores.

     No que se refere ao profissional que se acha sozinho, minimiza-se o seu sofrimento sobre suas reflexões sob o uso da comunicação multimídia, através da proposição da pesquisa colaborativa, integrando professores em formação inicial, professores em serviço, docentes e pesquisadores de universidades na busca de soluções, onde a única beneficiada seja a Educação. Mas uma Educação voltada para a formação, levando à apropriação das tecnologias, evitando os ciberexcluídos e a velha "educação bancária".

    Uma crítica posta à maneira como a maioria dos cursos de atualização ou capacitação é a de que pouco levam em conta o Universo do Professor. Isto porque os docentes formados adequadamente devem poder desenvolver e avaliar os resultados do projeto, conforme Rosado. Além disso há de se tomar consciência da chamada por Cysneiros de inovação conservadora do professor a repensar seu modo de ensinar ou mesmo estimular aos alunos a adotarem novos modos de aprender.

     No parágrafo seguinte, questiona sob a forma de atuação da mídia, concluindo que no anseio social há de se realizarem mudanças urgentes na concepção de ensinoaprendizagem da escola e do professor, forçando-os a repensar seu papel dentro deste contexto tecnológico. Entretanto para que mudanças ocorram faz-se necessário acompanhamento de uma política voltada para a formação de professores que invista na preparação destes para permitir-lhes repensar em suas práticas. Também salienta que toda mudança implica em abandonar modos de pensar e agir que se acreditava dar certo, porém em outro momento e contexto. E, como proposta, segundo Penteado, as mudanças seriam alimentadas com troca de experiências entre profissionais envolvidos e comunicação intrapessoal e interpessoal. Além disso, aplicando-se a essa somatória uma pesquisa colaborativa.

     Todos esses elementos seriam contemplados, contribuiriam para efetivação do processo de mudança e para a formação do educomunicador. E, ao formá-los haverá probabilidade de ser constituída uma sociedade do conhecimento, plena e de direito.

 

6.8.20

Experiência

    Como usar a tecnologia digital a favor do conhecimento?
    A pergunta é fácil de ser respondida. Entretanto, complicada é a prática da teoria formulada. Isto por causa do próprio despreparo dos que a utilizam ou vão utilizar.
    Então vamos por parte. A tecnologia usada por adolescentes está ligada diretamente a jogos, musicas, redes sociais, etc, cuja finalidade é a de lazer e apenas se torna preparativo intelectual quando é passado o "trabalho" o famoso - minha parte e sua parte. Já para os professores existem três vertentes. A primeira as dos que são "antenados" e já fazem uso da tecnologia com muita ou pouca facilidade. A segunda são aqueles que são "analfabetos digitais", mas querem aprender e no decorrer do tempo desenvolve habilidades que permitem evoluir. E, finalmente, a terceira que são pessoas que não querem e não têm o menor interesse em desenvolver as habilidades necessárias para trabalhar em plataformas digitais.
    Vamos exemplificar uma experiência com uso das tecnologias digitais. Essa necessariamente precisa de uma sequência didática previamente preparada. O início da experiência é com a questão a ser resolvida. No caso: Água com sal congela?
    Primeiro passo: a atividade deve iniciar-se com a pesquisa através dp uso da internet e das suas ferramentas de buscas.
    Segundo passo: Em seguida, em laboratório, realiza-se a experiência, esta transformada em vídeo. Segue-se com a utilização de uma rede social, onde deverá haver comunicação e discussão sobre o assunto. Também é importante salientar que o processo experimental foi filmado e gravado em um DVD.
    Terceiro passo: Todos os estudantes assistem juntos à filmagem. Após o quê abre-se uma mesa de redonda com finalidade de discussão e de uma autoavaliação.
    Quarto passo: Divulgar os resultados e mostra de fotos.
    Evidente que as fotos tiradas, resultados expostos, são acompanhadas com sorrisos e orgulho.
    É válido salientar que da experiência outras dúvidas irão surgir, ampliando as buscas e respostas, surgidas a partir de várias vertentes do assunto.
    A ideia desse projeto é direcionada a estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental (Anos finais).

5.8.20

De onde vem uma boa ideia: reflexão

    É indiscutível que as redes sociais potencializam o surgimento de ideias inovadoras. Empresas, comunidades, comunicadores, políticos, grandes grupos econômicos, entre outros, conhecem e participam com objetivo de potencializar não apenas negócios, mas nas relações comerciais e em novas perspectivas.
    E nessas perspectivas, o setor educacional ainda não as aderiu por completo, dando continuidade ao sistema educacional sólido do conhecimento.
    Por outro lado, há ainda, a fácil comprovação de que os alunos sabem mais apropriarem-se das tecnologias do que os próprios professores. em consequência disso põe em vantagem os estudantes porque o acaso surge em mentes conectadas e não em mentes ilhadas.
    Portanto, não ter como parar a tecnologia, obriga a que ela seja apropriada por todos, inclusive escolas, professores e alunos. A explicação é simples: a escola é por excelência um ambiente interativo e evolucionista, lembrando que as teorias socioconstrutivistas e conectivistas, na atualidade, sustentam uma nova prática, que o público alvo pede melhorias e as exige.
   Enfim, a escola é a ferramenta de equilibrar as diferenças sociais e cabe a ela e seus profissionais de tornar realidade e abster-se da fixão.

11.4.20

O dia em que o mundo parou

    Por deixar autoridades estaduais e municipais preocupados há dias amanhecemos em confinamento. Note-se que não foi mencionado a esfera estadual. Isso porque o eleito democraticamente presidente da república quer todo mundo de volta para o trabalho porque não quer usar o dinheiro do povo brasileiro para protegê-lo de uma terrível pandemia. Mesmo porque ele e a família dele tem leito e respirador próprios para atendê-los.
Na verdade o mundo está preocupado, exceto o governo do Brasil, com a transmissão do novo vírus e, no nosso país estado e município, não está sendo diferente.
    De acordo com o Ministério da Saúde, o número de infectados tem subido e já existem medidas nos Estados e Municípios para maiores cuidados e combate a essa pandemia. 
    Sempre bom lembrar que o COVID-19 não é uma "gripinha" e difunde-se por contato. Daí a medida de isolamento social e ao fechamento do comércio, clubes, shoppings, lojas, escolas e outras atividades que não são consideradas como necessárias.
    É necessário calma, controle e isolamento porque os reflexos serão futuros e poderão diminuir ou matar muitas e muitas pessoas.

17.3.20

O livro didático em 2000

    No final do século XX, o mundo, procura encontrar respostas. Há uma confusão de teorias, falta de perspectiva e descrença no futuro. O importante no espaço-tempo para o ser humano atual é o agora, o já e o imediatamente. As emoções que são características do ser humano estão sendo substituídas pela competição acirrada e extremada, levando a uma divisão entre o rico e o pobre. Neste contexto, as informações, em um mundo em fase de globalização são muito rápidas e isso tem reflexos na sua aceitação. Com isso ninguém quer ficar à margem do progresso e do "novo".
     No Brasil, a situação não é diferente, pois o país passa por muitas modificações. No que tange a área educacional, as modificações vem se processando uma atrás da outra e isso pode ser o fim destas reformas; uma vez que elas não permitem ao sistema o tempo necessário de observar as mudanças ou de agrupar todas as partes envolvidas no processo.
     As principais partes que contribuem para o sucesso de reformas educacionais são: a comunidade local, incluindo pais, gestores e professores, depois autoridades públicas e por último a comunidade internacional. Muitos fracassos passado se devem ao não envolvimento de uma ou mais dessas partes. Tentativas de impôr reformas educacionais vindas de cima para baixo ou de fora, obviamente, falharam.
     Os países onde o processo tem tido um sucesso relativo, são aqueles que obtiveram determinado comprometimento de comunidades locais e professores.
     O primeiro passo para aumentar o acesso à educação e melhorar sua qualidade, seria: os diálogos através da mídia; discussões da comunidade educacional com a participação dos pais; treinamento dos professores no trabalho, ajudando a criar consciência , apurar o julgamento crítico e desenvolver a capacidade local. De qualquer sorte, nenhuma reforma, pode ser bem sucedida a cooperação e participação dos professores. E isto vem sendo apontado como recomendação prioritária para o sucesso das reformas, passando pelo status sócio-econômico, cultural e material dos educadores.
     Conscientes da situação das escolas hoje em dia, os educadores devem estar atentos, para que não só a quantidade, mas também a qualidade de materiais didáticos como livros e as novas formas de ensino, como a informação tecnológica (TIC), necessitam ser usadas com discernimento e com uma participação ativa dos alunos.
     No parágrafo anterior, surge uma nova linha de pesquisa e teorias centradas na participação ativa dos alunos, que admite ser o conhecimento edificado pela própria pessoa, e, portanto, não é transmitido nem revelado.
     Dessa forma, os resultados da aprendizagem dependem não só do ensino ministrado, mas dos objetivos, motivações e conhecimentos que o aluno traz para a escola. E mais: o aprendizado envolve a construção de significados por cada um dos alunos e esta construção depende de uma atividade contínua; a responsabilidade do aprendizado é dos estudantes, ou seja, deles depende a atenção dada à toda à tarefa de construir e avaliar determinadas ideias.
     O livro didático vem gerando polêmicas em relação a sua utilização. Este, não é um artefato recém inventado que se venha intrometendo na sala de aula para oprimir professores e alunos, para enriquecer autores e editores, ao contrário, pode-se dizer talvez, que o livro didático tenha a mesma idade que a escola. E mais, o livro didático, entre outros materiais didáticos institui-se historicamente como um instrumento para aquisição desses saberes e competências, por isso nasce com a escola e vem persistindo ao longo do século, presente sempre em todas as sociedades, em todos os tempos, como documenta a história da educação.
     A polêmica maior sobre a exigibilidade de qualidade dos livros didáticos e o fazem exatamente por reconhecer sua importância e necessidade. Quanto a rejeição, afirma-se apenas em alguns setores acadêmicos e em alguns poucos grupos de professores; na verdade, a quase totalidade dos professores, assim como a escola, a família e a sociedade em geral, tem manifestado sempre resistência a projetos de ensino que excluam o uso do livro didático.

9.2.20

Professor Educador

        Acreditar sempre e sempre acreditar.
    O papel do professor continua e continuará de suma importância para a universalização do conhecimento. Como saber é poder também o professor deverá se empoderar. Assim o papel do professor-educador está em conduzir, mediando as ações de aprendizagem para que ocorra a comunidade de alunos e ideias.
     O compartilhamento e a aprendizagem, por sua vez, de forma colaborativa apropria o social ao individual. Neste caso o professor pesquisa junto com o aluno, problematiza e desafia-os através do exercitar da tecnologia, à qual os jovens aprendizes estão muito mais habituados, surgindo facilmente a interatividade.
    A partir dessa quebra de campo restritivo o estudante cria mais e aprende a apreender com os demais e consigo próprio, gerando além do aumento da autoestima também a confiança em si própria.

3.2.20

Prática Educacional e Cotidiano

    Observa-se que o debate acerca de uma prática que faz parte do nosso dia a dia. Isso porque desconheço um professor que não é autor. O que hoje é visto com o avanço tecnológico e sem retrocesso é o grande desafio do professor se qualificar para poder acompanhar e saber utilizar os variados recursos disponíveis.
    Também é observado que com os canais de comunicação abertos, tem-se disponibilizados ao público sites, repertórios, textos digitais, REA, educomunicações, onde o compartilhar e o colaborar se dá de uma forma inalcançável. Precisa-se estruturar as  vias , perceber que não cabe mais a fragmentação e respeitar as autorias.
     Os cursos de tecnologias digitais, ainda estão fazendo a inclusão de muitos professores. Contudo, há avanços e com eles o repensar que faz das aulas momentos mais fluidos, dinâmicos e a prática digital mais cotidiana. Todas essas interações autores, professores e cotidiano, gerando conhecimento e uma aventura do saber fazer digital vem contribuindo para estimular mudanças cada vez mais significativas equipando o professor para dentro do hoje dialogar com uma juventude carente de humanização.

29.1.20

Era da informação

   Iniciamos uma era de aprendizagem com mudanças profundas no comportamento das pessoas. Essa era vem mudando com uso intensivo das novas tecnologias da informação. Assim pode-se dizer que há variações na mudança. Iniciamos como a era da aprendizagem que no momento seguinte torna-se a era da informação que gera a erado conhecimento.
    Neste século as pessoas precisam conhecer, saber as realidades, vivenciando tudo como espaços pedagógicos. O cidadão do século XXI não tem medo de ousar e aprende junto com outros cidadãos. Com isso o fenômeno da aproximação entre pessoas mudou. O que antes era contextualizado, hoje é ampliada, mais integrada e consegue mudar as visões de mundo. Na educação muda o currículo e passa-se a ter o web-currículo e as experiências aluno-professor.
    Contudo as pessoas têm que aprender não só a ter infinitos contatos como conviver com múltiplas informações. Mas é importante salientar que cada pessoa deverá saber o que escolher para existir em um mundo cada vez mais tecnológico.

A educação do cidadão

   Na atualidade a educação do cidadão não pode estar fora de um tempo-espaço, em um mundo centrado na informação digitalizada. E, por isso, se a escola não incluir as TIC na educação formal das gerações futuras, então seu objetivo não é formar cidadãos, mas excluí-los socialmente.
    E para uma inclusão do cidadão na chamada era de informação, há de se encarar múltiplos desafios. Fato comprovado quando constata que não dispomos, até o presente momento, de recursos tecnológicos suficientes, e, por vezes necessários, para utilização frequente e racional das TIC. Assim, há de se pensar em investimentos pesados, urgentes e ágeis, por parte do Estado brasileiro (Federal, Estadual e Municipal), para contratação de pessoal quanto para ter-se infraestruturas adequadas e sérias nas unidades escolares.
    No caso específico, mas não ímpar, qualquer possibilidade de implantação da TIC passa pela revisão de ações e do seu papel no aperfeiçoamento da prática educativa da unidade escolar. Dessa maneira, a escola, necessita de uma análise sobre seus conceitos didáticos-metodológicos, na busca de uma educação pedagógica ao atual momento, buscando a função transformadora e cidadã tão almejada por todos.
    Além disso, torna-se urgente buscar novos projetos, emergentes das necessidades e interesses dos principais responsáveis pela educação, transformando a realidade escolar, utilizando as TIC como um recurso de aprimoramento e motivacional do conhecimento.



Viajando pela memória coletiva

    O que fica do passado, de experiências dos grupos e como os grupos lidam com o passado é a definição da Memória Coletiva. A sociedade de memória oral é diferente da memória escrita.
    A memória coletiva é característica dos povos sem escrita, devido a homogeneidade que caracteriza estas estas sociedades.
   Sociedades com escrita tem dentro de uma mesma coletividade diferenças que não as descaracterizam enquanto grupo, mas que lidam de forma diversa com o passado.
    O aparecimento da escrita está ligado a uma profunda transformação da memória coletiva permitindo a ele um duplo progresso, o desenvolvimento de duas formas de memória, A primeira é a comemoração, a celebração através de um monumento comemorativo de um acontecimento que todo documento tem em si um caráter de monumento além de não existir memória coletiva bruta.

28.1.20

Cognição e Tecnologia

    As chamadas tecnologias intelectuais exteriorizam e ratificam uma função cognitiva, uma atividade intelectual/mental, permitindo a reorganização do pensar em seu conjunto. Assim as mídias como tecnologias intelectuais são potencializadoras do processo de produção de conhecimento. Entretanto, a fala e a escrita e o texto impresso são tecnologias fundamentais para a Educação porque o processo de inclusão digital do avanço educacional, social, político e econômico no país.
    Segundo Rondelli, a inclusão digital deve ser compreendida como a aprendizagem necessária ao indivíduo para interagir e circular no mundo das mídias digitais como consumidor e produtor de conteúdos e processos.
    A partir desse contexto a universalização das tecnologias abriu caminhos para formar um novo ser humano e dessa forma um novo mundo a ser formado e por pessoas com alta potencialidade intelectual.





Informação e Escolas

    O ser humano é um animal social e, como tal, necessita de comunicar-se com outros semelhantes seus e, a partir disso, compartilhar suas experiências e emoções. Também, o ser humano, necessita expressar seus medos, perigos expostos, alegrias, conquistas e os sentimentos.
    Assim, movido por essas necessidades existenciais, o ser humano primitivo registrou nas paredes das cavernas suas atividades de sucesso e fracasso em suas caçadas, crenças e visões de futuro, tornando-se uma das formas de registro da história da humanidade. Com essa linguagem dominada, o ser humano apropriou-se de mais e mais conhecimentos e deu início a outra forma de linguagem- a escrita. Esta contribuiu e muito para a comunicação e para o acesso a informação.
    No decorrer do tempo, a necessidade de comunicação atuou como uma aceleradora do desenvolvimento de tecnologias, que promovem sistemas de comunicação mais amplos, entendendo nossos limites naturais e possibilitando acesso a novos conhecimentos e informações de difíceis de serem difundidos. E nesse contexto são inseridas as tecnologias na sociedade, incluindo-se a aplicada a Educação.
    Tecnologia é um processo criativo através do qual o ser humano utiliza-se de recursos materiais e imateriais ou os cria a partir do disponível na natureza e no seu contexto vivencial, a fim de encontrar respostas para os problemas de seu próprio contexto, superando-os. Por essa premissa podemos entender que a tecnologia é tudo que o ser humano cria para atender às suas necessidades e à evolução da própria raça humana, sendo um processo produtivo, criativo e transformativo. É a tecnologia técnica que tem a ver com arte, criação, intervenção humana e com transformação.
    Direcionada para a Educação, algumas tecnologias como a oralidade, a escrita e as tecnologias digitais e telemáticas afetam a humanidade. A oralidade e a escrita influenciam na prática pedagógica que ainda estão centrada na oralidade. Contudo as tecnologias digitais e telemáticas possibilitam uma transformação no processo das práticas pedagógicas, porque fazem uso do áudio e vídeo, ´potencializando o oral em conjunto com a imagem.
    Enfim, a tecnologia refere-se a tudo aquilo que o ser humano criou ou que lhe dá prazer e é um recurso que pode mediar a própria prática didático-pedagógica.
    
    
    

TIC-TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

    Quem pensou em se livrar de muita coisa na sua vida pessoal no início do século XXI, apenas substituiu por novas, principalmente quando o assunto é a tecnologia da comunicação. Imaginemos por um instante computadores pessoais e seus periféricos: impressoras, webcams, leitores e gravadores de CD, DVD e dispositivos de armazenamento como pendrive e cartão de memória; some-se ainda telefones celulares, TV a cabo por antena parabólica, TV e rádio digital.
    Também se veja produzindo em teleconferências, blogs, tecnologias de acesso remoto (wi fi), etc.
    Dessa coleção de opções emergem novas tecnologias, estímulos e respostas. Diferentes estímulos podem atuar sobre distintas áreas cerebrais e, por consequência, influenciar nas percepções e emoções do indivíduo.
    Partindo-se do princípio de que a motivação é requisito para o aprendizado, veículos como internet, softwares e a realidade virtual acenam com muitas possibilidades.

Recursos tecnológicos: nossa fronteira inicial do século XXI

    O que significa a palavra mídia?
    É o meio ou vínculo de comunicação, que engloba os meios impressos, o cinema, os eletrônicos e eletrônico-digital. Quando impressos, estamos falando de livros, manuais, jornais, revistas, outdoors, panfletos, cartazes, encartes e a mala direita; quando cinema, foto mecânico ou eletrodigital - internet, além do telefone e correio convencional.
    No século XXI, vivemos uma época marcada pela abundância de recursos tecnológicos, que, por sua vez, disponibiliza várias quantidades de informações a custos baixos. Paralelamente crescem os canais de comunicação, tais como: TV, celular, e-mail e redes sociais, facilitando e ampliando a comunicação entre pessoas em qualquer lugar do planeta Terra.
    A maioria das tecnologias de informação e comunicação, conhecidas como TIC's, são tecnologias voltadas para a informação e comunicação, a partir das necessidades da década de 70. Essas TIC's disponibilizaram, em larga escala, conteúdo digitalizados e com facilidade de acesso, através de redes de comunicação nem sempre mediadas por computadores.
    Os conteúdos por estarem digitalizados facilitaram a manipulação, reprodução e distribuição desses conteúdos a um número cada vez maior de indivíduos. Um exemplo muito marcante é o celular com sua capacidade ampliada para envio de fotos, textos, vídeos e áudios. Com isso surge a sociedade da informação ou do conhecimento, e por ter se tornado uma sociedade globalizada e altamente técnica, tornou-se também uma sociedade dependente da circulação e do conhecimento. E isso foi possível por causa do desenvolvimento tecnológico propiciado pela microeletrônica, informática, redes e novas tecnologias.
    Enfim, hoje é extremamente difícil não ver o ser humano utilizando os recursos tecnológicos em sua vida pessoal ou profissional.
    



Geração digital

    Estamos em um novo século e não podemos ignorar que com ele vem a geração digital. Com a universalização das vias digitais a geração digital usa a fluência da tecnologia em seu dia a dia e de forma muito habilidosa.
    É inegável que a integração da Internet com o celular, passou a ser uma ferramenta importante na vida cotidiana e nas salas de aulas.
   Nas salas de aula observa-se que os estudantes formam grupos entre eles próprios e são capazes de elaborarem textos colaborativos, vídeos, fazem blogs e se apresentam para o mundo digital de forma muito criativa e competente.
 O passo importante em Centro Educacionais é a necessidade de laboratórios de informática incorporado ao Projeto Pedagógico, tornando-se um espaço de pesquisa, de produção, de criar blog ou roteiro.
    Por outro lado, a relação dos professores com os novos meios deve ser participativa, democrática e voluntária.
   Enfim, cabe lembrar que a Educação a Distância é real, irreversível em seu desenvolvimento e tem função de diálogo dos processos interativos e deverá ser explorada ao máximo nos anos vindouros.

Projeto Grande Sertão Veredas

    Elaborou-se um vídeo com uma das grandes obras de Guimarães Rosa - Grande Sertão Veredas.
    Para tanto, a sequência didática foi iniciada em uma reunião onde foram colocadas as impressões sobre a obra, a partir de pesquisa solicitada antecipadamente. A seguir assistido um vídeo sobre Grande Sertão Veredas, parte 1, com Maria Betânia.
    Agora, com informações compartilhadas, ampliou-se o processo para pesquisa, visando contextualizar o momento histórico e literário. Posteriormente voltou-se a reunião de saberes adquiridos. os grupos previamente separados apresentaram através de slides com trechos, suas anotações e resultados de pesquisas. Seguindo, foram apresentados também seminários em grupos.
    Prosseguindo, foi solicitado um roteiro para um filme. Organizados, filmaram e gravaram DVD, culminando com a apresentação do filme através do projetor. Tendo como público os estudantes da própria turma.
   Importante salientar que as redes sociais, celulares e máquinas digitais foram instrumentos muito enriquecedores.

24.1.20

Depressão é sem Internet

    Em um dos momentos de parar e usar uma hipótese me venho a ideia de que o novo ser humano do século XXI está com problemas. E problemas muito sérios em função da imensa quantidade de informações disponíveis e que não são muito bem apropriadas por esses seres humanos da atualidade.
    Hoje tem-se dúvidas e consulta a rede de computadores mundiais em busca de uma resposta à sua dúvida. Entretanto assim como se tem respostas sérias e embasadas cientificamente, existem muitas que não tem valor algum e com erros visíveis para uns e não para outros.
    Como é um dos muitos tipos de modismo grande quantidade de seres humanos vão repetindo as ações de uns ou de outros. Mas, como todo movimento repetitivo pode causar doenças e que podem ser graves, devendo ser cirurgiadas.
    O importante é que devemos ter em mente que mais importante do que seguir quaisquer tipos de modismo, devemos buscar o conhecimento necessário para que se possa fazer a escolha mais adequada e de acordo com as suas necessidades.
    Isso nos remete a pensar o porquê de termos anos escolares com assuntos complexos a cada um deles. O motivo é simples: devemos saber o que estamos fazendo e quais riscos podemos correr. E riscos de quaisquer ordem.
    Na prática o recomendado para aquele que tem dúvidas ou se não sabe ao certo é acrescentar o que vale apenas acrescentar, para com isso ter um resultado no mínimo esperado. Contudo se há necessidade de respostas sempre é bom consultar quem realmente está embasado da resposta.

Reflexões

    Muitas são as reflexões sobre a Educação. Uma delas está ligada a modalidade da Educação Integral. Esta Educação que, no decorrer de várias experiências nos campos profissionais e escolares, procurava o entendimento sobre o assunto, tinha um ponto convergente - a formação do professor para esse tipo específico de Educação.
    No Brasil, com a amplitude da concepção de educação, esta se tornou uma discussão que incluía ações integralistas brasileiras através dos políticos conservadores e os chamados anarquistas com ações que deveriam voltarem-se com a Educação Emancipadora..
    Seja como for é importante que a Educação Integral esteja voltada para uma abordagem político-filosófica, visando ao sujeito - educando, a liberdade de posicionamento e pensamento. Esses com vários direcionamentos e respeitando a diversidade. Com isso acredito no pleno desenvolvimento do ser humano.