(Profº. Manoel Filho)
A variante omicron
(antes chamada de B.1.1.529) foi detectada na África do Sul nos últimos dias e
chamou a atenção dos cientistas pela quantidade e pela variedade de mutações,
algumas delas inéditas.
A classificação "variante de preocupação"
é a adotada pela OMS para descrever as variações do coronavírus que oferecem
mais risco à saúde pública — e a mesma usada para descrever a delta, gamma,
alpha e beta.
A OMS também destacou que "a
variante tem um alto número de mutações, algumas das quais preocupantes".
"O número de casos parece estar
aumentando em todas as províncias da África do Sul." Segundo a OMS, os
testes existentes de detecção da covid-19 são capazes de detectar a Ômicron.
Contudo, existe o temor na comunidade
científica de que a variante possa ser "a pior já existente",
embora haja poucas informações disponíveis até o momento — a OMS afirmou que
levará semanas para analisar em detalhes a nova variante.
Em termos práticos, isso significa
não só mais infecções, o que aumenta consequentemente as hospitalizações e
mortes, mas a possibilidade de que as vacinas disponíveis hoje possam ser menos
eficazes contra ela.
No Brasil, a Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou que o governo adote restrições
para voos e viajantes vindos da África do Sul e cinco países vizinhos —
Botsuana,
Suazilândia (Essuatíni), Lesoto, Namíbia e Zimbábue. Horas depois, o
ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, escreveu no Twitter que restrições a
passageiros vindos destes países entrarão em vigor a partir de segunda-feira (29).
Vírus fazem cópias de si mesmos para se reproduzir, mas
não são perfeitos nisso. Erros podem acontecer, resultando em uma nova versão
ou "variante".
Se isso
der ao vírus uma vantagem de sobrevivência, a nova versão prosperará. As
vacinas foram desenvolvidas mirando a cepa original do coronavírus, registrada
inicialmente em Wuhan, na China.
Fonte:
https://www.bbc.com/portuguese/internacional-59421854?xtor=AL-73-[partner]-[em.com.br]-[link]-[brazil]-[bizdev]-[isapi]