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28.11.08

A Luz e a Beleza

Esse pequeno texto tem direcionamento e direcionamentos. Na verdade não iria postá-lo. Mas, quem sou eu para discutir com a cegueira e com a luz? 

Em um  momento de reflexão e inspiração uma conclusão surgiu-me - um cego não precisa enxergar com seus olhos humanos. Pois, se assim o fizesse, só enxergaria trevas,  nada e vazio. Mas,  mesmo assim, ele enxerga. E não o faz com olhares de visão humana. Mas sim, através dos olhos da alma. Estes extremamente mais profundos e mais sensíveis ao tudo e ao nada. Com esses olhos da alma, o cego, enxerga a beleza na escuridão e o tudo, o nada e a luz.

Por outro lado, a beleza é cega aos olhos da própria beleza. Pois, neste caso, a beleza estará irradiando tanta luz que não haverá outra forma de enxergar-se. Neste ponto desaparece o tudo e surge o nada. Um nada repleto de pontos de luz. Mas o nada é o tudo em seu início de renascimento. Este pronto para renascer, renascer, renascer e renascer como se fosse uma Fênix. Mas, para isso necessita da luz, da cegueira, da beleza e da escuridão. 

E nessa reflexão chego a uma conclusão: eu sou feliz porque na minha cegueira encontrei a minha forma de enxergar além da visão dos olhos humanos em busca da luz, do nada, do tudo e da beleza. E  essa minha felicidade é devida a um fato: olhar com os olhos da alma é o puro poder da luz e da beleza, portanto, além de cigano sou um Fênix. Obrigado por você existir e iluminar o meu nada que nunca será o meu tudo, mas precisa de sua beleza.

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