Seguidores

8.3.10

O Cofrinho Rosa e o Cofrinho Azul: lições de vida e de existência

(Manoel Silva Filho)
Um cofrinho azul me foi dado quando ainda era muito jovem. Nele coloquei diversas moedas com o objetivo de enchê-lo e, consequentemente, de ficar muito rico.  Nessa inocência de objetivo de vida, inicialmente, aprendi que só poderia colocar no cofrinho apenas e tão somente “coisas” de valor. E com o passar do tempo o cofrinho se encheu.
Lá um belo dia quando manuseava o cofrinho, o mesmo caiu e expôs toda a riqueza armazenada durante um longo período de tempo.
No princípio fiquei completamente desesperado porque tudo meu estava sem um local próprio e, por conseguinte, à mão de outras pessoas, que por sua vez poderiam levar todas as minhas ricas “coisas”. Para acalmar-me substitui-se o danificado por outro novo.
Evidentemente que outros cofres me foram dados e, logicamente, com o decorrer do tempo, ganhei outros em substituição e a normalidade de ter outro me fez perder o medo da subtração sem consentimento.
Nos dias atuais, continuo cultivando cofrinhos, mas não apenas para colocar moedas e cédulas de dinheiro. Cultivo sim, cofrinhos de amigas e amigos. Alguns não tão grandes e outros já bem vividos e compartilhando as minhas “riquezas” e claro, eu a deles.
O cofrinho de dinheiro me deu o direito de comprar “coisas”. Já o cofrinho de amigos e amigas me ofereceu valores inestimáveis e, por vezes, sem preço. Tais como: carinho, afeição, felicidade, cumplicidade, solidariedade, a “força”, o amparo, os conselhos e tantas outras ações que me empurram a um bem viver de muitas esperanças e porque não de ser um “maluco beleza” para a vida e para a própria existências compartilhada.
Esses cofres de relações positivas e que me mantém em alta são, na verdade, pessoas que participam da minha história, da minha vida e das minhas lutas. Dentre esses componentes da rede de ligações um segmento me faz respirar sempre profundamente- as minhas queridas e meus queridos estudantes. Isto porque no princípio somos lida e labor. Mas com o tempo não só as rugas marcam nosso viver, também os vínculos criados com esses maravilhosamente terríveis seres humanos.
Neste cofrinho quebrar não significa destruir e muito menos assusta que haja perdas. Isso é devido ao fato de que valores morais, éticos e de convivências jamais poderão ser quebrados ou perdidos, pois fazem parte de nossas vidas tanto individual quanto grupal. Por isso mesmo que ao vê-los partir o cofrinho azul ou o cofrinho rosa apenas nos faz testemunhar o quanto é importante a minha profissão e o tanto que aprender nos transcende ainda que vivos.
Por fim, os cofrinhos azuis ou rosas significam poupança de valores e de vida, e, ao quebrarem-se, amadurecimento consciente e crítico além de liberdade em formação. Obrigado por não me largarem e tenham certeza de que sempre estarei zelando por preces ou pensamentos ou ainda ações na integralidade da felicidade de suas jornadas individuais e coletivas.

Um comentário:

Anônimo disse...

Obrigada por me permitir fazer parte do cofrinho e contribuir para seu "bem viver". Bjos