A memória é um processo dinâmico e em andamento, é opção temporal, é representação social, é a busca da inserção identitária. A memória em sua construção é um conceito filosófico, quando memória social deve ser construído em perspectiva transdisciplinar. Ele nos remete a ter cuidado e rigor no entendimento do processo social de memória e, além disso, nos obriga a ampliar o gerenciamento de nossa compreensão sobre sua construção.
Segundo Le Goff, há dois tipos de materiais de memória: os documentos e os monumentos. Os documentos resultariam das escolhas de historiadores, que lhe atribuem valor da prova. Já os monumentos estariam vinculados a heranças e evocações do passado, possuindo a intenção de perpetuar lembranças para gerações futuras. Mas, de forma involuntária, o documento representa um espaço das sociedades em impor ao futuro determinada imagem de si próprias.
Assim, todo documento é considerado por Le Goff, ao mesmo tempo, como verdadeiro e falso Dessa forma todo documento tem em si um caráter de monumento e não existe memória coletiva bruta.
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