(Profº Manoel Silva Filho)
Espero alcançar a sua compreensão para o que começo a relatar e pelo que já escrevi. Há alguns anos conheci várias pessoas ligadas a Educação. Muitas procuravam fazer o seu trabalho de uma maneira séria e produtiva, outras iam além e faziam milagres. E esses milagres eram transformados em realidade a partir de recursos pessoais e muita insistência com a comunidade e, claro, com alguns poucos colegas de profissão.
Dentre essas pessoas existiu uma a qual minha lembrança e respeito apenas crescem com o passar do tempo espaço humano. Uma professora com formação em Educação Física, que insistia em dizer-me que Educação Física é corpo em movimento e não BABA.
Só um parêntese para entender o que foi citado anteriormente. O baba, expressão baiana que significa jogar bola com outros colegas, era, foi e será utilizado para não existir uma preocupação com a formação do estudante no que se refere a corpo e mente. E essa forma de pensamento era combatida por essa colega de colégio que “brigava e teimava” em afirmar que Educação Física era acima de tudo entendimento do corpo em movimento. E, para isto fazia-se necessário um amplo programa de ensino onde se propagasse desde o combate as drogas até o jogo com regras, limites, competição e respeito aos adversários e aos resultados.
O tempo passou e uma equipe multidisciplinar foi montada, muito mais por afinidade do que por consenso e responsabilidade dentro da própria área. Mesmo com tantos profissionais (matemática, biologia, pedagogia e artes além de educação física), uma estrela mantinha-se e brilhava sempre. Essa com semblante preocupado e consciencioso comandava, organizava e arrumava com carinho as atividades para participação dos alunos daquele colégio.
Mas a vida reserva surpresas. E uma dessas atingiu em cheio a velha e boa amiga professora. Que a partir de um determinado momento tinha como principal remédio a si próprio e toda a sua garra demonstrada anteriormente em seu processo de vida. Fraquejou muitas vezes, mas tentou se recuperar também muitas vezes. Agora a equipe multidisciplinar voltava com força e exclusividade para lutar pelo equilíbrio de vida da boa e grande amiga. Nesse contexto, também houve muitos que se tornaram intolerantes com a bela professora ou simplesmente se afastaram da mesma.
Contudo, por existir aqueles que se mantiveram fiéis e de alguma forma insistiam e exigiam, muitas vezes, para que a professora superasse sua própria depressão, os resultados pouco a pouco foram aparecendo.
Nos dias atuais a dedicada, exemplar e profissional conscienciosa voltou a realizar uma de suas atividades – a Gincana HMC 2009. A antiga equipe desfez-se, quer por transferência ou aposentadoria. E, uma nova equipe convergente e à procura de resultados para a formação de cidadãos críticos, infelizmente não se formou, ficando a expensas da querida colega todo o processo de preparação. E foi um verdadeiro sucesso. Faça saber, por uma questão de justiça, que houve quem ajudasse após a preparação, mas em relação a totalidade do trabalho o percentual foi ínfimo. E a estrela voltou a brilhar. Obrigado bom Deus pela sua existência e prova de que nunca abandonas os teus, mas que os carrega junto à sua infinita bondade e sapiência transcendente.
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