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27.10.09

O porquê da vida

(Manoel Silva Filho)
 Pensando em não pensar para conseguir esvaziar-me, fiz uma descoberta valiosa. Esta descoberta está relacionada com a vida. Vida que nos faz sofrer, chorar, rir, ser feliz e força-nos a caminhar e a uma nova caminhada. Caminhada esta que não nos dá trégua porque o tempo de realizá-la é extremamente curto e, imediatamente após iniciada a caminhada, o próximo caminhar começa a tomar forma e prepara-se para materializar-se em intensidade,  transformações e mais vida. E volto a afirmar que, tão curto é o tempo de uma caminhada, que não a sentimos e parece, por isso, estar sempre estática.
            Mas sobre essa última frase cabe um pensamento – potencial é a energia sempre pronta a ser cinética. Dessa forma, não existe vida passível porque a qualquer momento podemos torná-la dinâmica, energética e absorvente. Daí a vida antes vazia complementa-se e enche-se de uma grande quantidade de energia, de tal maneira que, nos sentimos pertencentes a um Universo positivo, mesmo quando antagônico.
            O antagonismo, nesse caso e em sua dualidade, tende a incentivar-nos a pertencer ao lado mais fraco ou nos dá essa sensação, contudo supremo. E isso pode ser notado por vários fragmentos de nossa vida, tal como quantos abraços bastaram para que um dia mudasse, mesmo que nada tivesse a favor desse acontecimento. E a explicação desse fato está em uma única e pequena palavra – AMOR.
            Assim, qualquer caminhada deverá ter em todo o seu percurso o amor do que nos cerca, pois frágil nós já o somos e poderosos nós tornaremos. A vida é adulta, mesmo quando somos jovens, e exige que corramos riscos e assim nos instiga a continuar, continuar e continuar.
            Enfim, viver é um risco que simplesmente nos desafia a sermos felizes, adultos e caminhar rumo a toda explicação do porque vivemos – o verdadeiro amor.

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