(Patrícia Goulart Bustamante)
Em março de 1997, aos seis meses de idade, foi apresentada ao mundo uma simpática ovelha, semelhante a todas as demais da raça finn-dorset: focinhos rosados, dóceis e desajeitados. Naqueles dias, não houve ser humano capaz de disputar com o animal as capas das revistas mais conceituadas de todos os países. Tanto rebuliço foi causado porque a ovelha, apesar de seu aspecto de normalidade, era o primeiro animal superior gerado por clonagem. No Instituto Roslin de Edimburgo, Escócia, a equipe do pesquisador Ian Wilmut clonou uma ovelha adulta a partir de uma célula de sua glândula mamária, cujo núcleo foi implantado ao óvulo de outra ovelha, previamente destituído do núcleo original. O primeiro mamífero gerado sem a participação de um gameta masculino recebeu o nome de Dolly.
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