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16.5.12

Educação, Ser humano e Natureza: uma reflexão


(Manoel Silva Filho)
    A escola é um centro socializador que deve possibilitar ao estudante criar e fazer diferentes leituras e interpretações do mundo em que ele vive. E no limiar do século XXI a importância disso é incomensurável. Isso porque na modernidade, guiada pela ideologia do progresso, tudo que era considerado "primitivo" foi substituído pela hiperracionalidade em busca de uma sociedade perfeita e harmônica.
    De qualquer sorte a sociedade humana moderna conhecia, aliás, só conhecia a meta do progresso. a racionalidade nivelou as emoções, normalizou o prazer de viver, explicou o mundo natural e disciplinou a vida moral. Contudo, ao domesticar o ambiente e as relações do homem com a natureza domesticou também os interstícios, impondo a desistência do viver naturalista, onde o homem e natureza se completavam.
    A consequência de enfatizar um viver social racional e funcional foi a modificação das individualidades e asfixia do presente.
    A ciência fez parte desse processo modernista legitimando a hiperracionlidade, de tal forma que, baniu o bom senso comum para o nascer de uma "humanidade nova". Para tal, o seu método deveria ser rigoroso, coerente e sério. Ou em outras plavras, car-te-si-a-no.
    E nesse processo todo, o homem pode explicar biológica, física, química e cibernéticamente a caducidade dos organismos e o desgaste das maquinarias, mas não foi capaz de resolver o finir. E, a morte foi explicada mas, ao contrário de domesticá-la, o homem só a tornou racionalmente insuportável, Assim o homem se descobriu humano. E, como tal, não é só racional, ele também deseja crer, sem provas, quer e precisa participar do mito, mesmo estranho e incoerente.
    Dessa forma, expulso a prestidigitação do hedonismo das relações primitivas do homem com o seu mundo e o mundo, ele se depara solitário diante da finitude. O presente lhe é negado e o futuro a Deus pertence. Assim está aberta a Caixa de Pandora e Heros está diante de Thanatos e não há nenhuma maneira de fundamentar o seu fim. Era a era da hiperracionalidade uma espécie de buraco negro autofágico

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