(Manoel Silva Filho)
Por mais que caminhemos na busca pelo conhecimento, algumas interpretações errôneas, se não devidamente apuradas no decorrer do tempo, tendem a nos acompanhar. Uma delas é a idéia de evolução e o pescoço da girafa.
A idéia de evolução já ultrapassa a Biologia. é por entendimento a transição de um mundo estático para um mundo dinâmico. Dessa forma e segundo essa linha de pensares, os seres humanos não foram criados de modo separado. Eles são partes integrante da vida do planeta.
E estes pensamentos couberam, principalmente, ao Darwinismo por ser um corpo teórico consistente e apoiado empiricamente. E tal visão tornou-se tão importante que atua como modificador de nossa maneira de compreender a nós mesmos e ao mundo em que vivemos.
Por sua vez, não se pode mencionar o Darwinismo sem uma relação com a seleção natural. Esta é um processo de sobrevivência e reprodução desiguais de unidades variantes tais como célula, indivíduo e população, acrescida da herança de características que influem na sobrevivência. Contudo, mesmo essa importantíssima ferramenta, não explica a origem das espécies, mas a sua especiação. Em termos extremamente simples a seleção natural agiria após as espécies serem criadas, separando os mais aptos e fortes para serem agentes fertilizadores de descendentes com mesma características. Assim, a espécie mantem-se forte e com maior capacidade de sobrevivência.
Ainda com ênfase na seleção natural, faz-se necessário o entendimento de que a mesma é dinâmica e se deve estudar caso a caso, sendo suficiente para explicar a evolução, sem contudo, explicar a adaptação.
Posto isso fica fácil entender que o pescoço da girafa não anda no mundo sozinho. Por isto entendamos de uma por todas as vezes que a evolução é a GIRAFA.
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