(Prof. Manoel Silva Filho)
A partir disso, a polêmica e a discussão entre os fundamentalistas (criacionistas) e a ciência (evolucionistas) ficou mais acirrada.
Contudo, é evidente que os fenômenos naturais são estudados na natureza e que o pensamento naturalista baseia as explicações dos fenômenos naturais em fatos.
E, por essa linha de pensamento, podemos chegar a um senso comum de que a ciência trabalha com os fenômenos naturais, tentando explicar os fenômenos naturais, suas consequências e causas.
Mas é importante também enfatizar que fatos e teorias são coisas diferentes. Isto porque fatos são os dados enquanto a teoria explica os fatos. Assim sendo o que pesa é a interpretação dos fatos. Mas é essencial que se afirme que só teorias bem estruturadas permanecem.
A teoria é a ideia ou modelo de como o mundo funciona. Segundo Amabis e Bitner, em seu artigo no Diário do Grande ABC (07/2009), são as teorias que dão sentido ao que vemos e nos permitem fazer observações objetivas sobre fenômenos naturais. Sem as teorias, não conseguimos fazer perguntas em ciência nem planejar experimentos ou interpretar os resultados.
E cabe a observação de que para a ciência é indispensável a dúvida. Dúvida esta que é um processo de retroalimentação por aprender com seus próprios erros.
Mas o objetivo da Ciência não mudou e continua não sendo estudar ou explicar Deus. E essa relação a princípio deveria fazer com que as conquistas da ciência dessem suporte ao processo de criação. Mas ao se lançarem a questionar os acontecimentos, iniciaram um processo de outras explicações sobre o assunto. E com isso, a luta agora se direciona para a consciência da ruptura e não apenas pela ruptura.
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