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18.2.26

Ideologia violenta, reparação histórica

 A herança da colonialidade de subalternização dos saberes africanos e indígenas, deverá ser combatida com uma reparação histórica. Nesse caso, a ideia é a de rompimento com a visão eurocêntrica e colonial no currículo escolar. A busca é para que a escola não se constitua como um lugar de produção tóxica, mas como um espaço reflexivo para que os estudantes possam se desenvolver social e cognitivamente. Em assim sendo, evitando-se práticas que venham a reproduzir a desigualdade.

A partir disso, os que foram reprimidos e escravizados e, consequentemente, silenciados e excluídos, teriam vozes e seriam capazes de falarem de si mesmos e de suas experiências, quebrando o silêncio histórico.

Entenda-se que uma reparação histórica deverá ter estratégias, uma vez que o racismo, uma ideologia violenta que atravessa e deslegitima saberes culturais, religiosos e comportamentais, materializando-se na linguagem, tornam atos criminosos normais ou naturais. Uma dessas estratégias que levará para o letramento racial e para a educação antirracista é a utilização de livros que abordem a pauta racial, de maneira tal que permita o reconhecimento do modo de ser tanto de negros quanto de indígenas. Mais uma vez, é objetivar o apagamento histórico e a reafirmação de pertencimento com a valorização identitária.

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